As mudanças globais que temos assistido, sobretudo
a partir das últimas décadas do século
XX, requerem atitudes pessoais e profissionais diferentes
das que eram adotadas até meados do século
passado. Passou-se de um século de Revolução
Industrial para a Era da Informação, onde
os serviços, como a Odontologia, ocupam um papel
vital no PIB de muitos países
O processo de globalização,
as inovações tecnológicas e o aumento
da exigência e expectativa dos clientes de produtos
e serviços, provenientes do maior acesso à
informação pelos clientes, nos obrigam a adotar
posturas mais ligadas a liderança e iniciativa, contrapondo-se
ao comportamento sereno e acomodado das eras anteriores.
Deve-se modificar a postura de uma atitude reativa de esperar
os clientes e esperar que o movimento do negócio
melhore, para pró-ativa, na busca de clientes, não
somente para conquistá-los, mas também satisfazê-los
e encantá-los, superando suas expectativas a ponto
de retê-los no negócio e fazer com que eles
gerem indicações, aumentando a clientela e
fatia de mercado do negócio.
Ainda, sabe-se que hoje em dia a vantagem
competitiva de um negócio está intimamente
ligada às pessoas e como elas se relacionam com o
cliente. Ou seja, com o aumento da concorrência houve
uma mudança de um relacionamento simplesmente transacional
(onde se negociava apenas bens, com pagamento e recebimento
da mercadoria) para relacional (onde o relacionamento de
longo prazo com o cliente passa a ser o foco). E para que
haja essa mudança para o relacionamento mais próximo
com o cliente, é necessário que haja pessoas
bem preparadas para lidar com a clientela. Com base nisso,
empresas têm procurado funcionários que não
sejam apenas "peças que se encaixam no cargo
disponível". A necessidade de pessoas capazes
de liderar, idealizar soluções, analisar situações,
propor e implementar ações é enorme.
Ao mesmo tempo, as pessoas, devido à saturação
de mercado, se tornaram facilmente substituíveis
pois a maioria das empresas preferem procurar um profissional
pronto no mercado a desenvolver talentos internamente.
Sendo assim, como mantemos o entusiasmo
e motivação com tantas mudanças instantâneas
do mercado globalizado?
Em primeiro lugar, é necessário
fazermos uma auto- reflexão sobre o que almejamos
para nosso futuro, tanto pessoal como profissional, construindo
um Plano de Desenvolvimento Pessoal (PDF). No PDF devemos
incluir: visão profissional (futuro esperado para
a carreira); rumos estratégicos (criar caminhos para
atingir a visão); bagagem pessoal (conhecimentos
necessários e os já presentes); compromissos
de mudanças (desafios a enfrentar).
Alinhar objetivos e metas da empresa com
nossos próprios objetivos e metas de vida é
fundamental para o prazer no trabalho e o sucesso da empresa.
Isso implica abdicar, muitas vezes, do convívio familiar,
amigos, dias de descanso, em prol da carreira em desenvolvimento.
Será que estamos dispostos a isto?
Uma vez tomada a decisão, é
necessário observar e aperfeiçoar constantemente
diversas características que fazem a diferença
num mercado tão competitivo: dedicação,
disciplina, iniciativa, liderança, interesse pelo
trabalho, honestidade, ética, organização,
pontualidade, sociabilidade, comunicação,
aparência pessoal, atitudes no trabalho, criatividade,
entre outros.
Existindo tais requisitos ou a maior parte
deles, torna-se mais fácil atingir posição
de destaque e "ser percebido" pelo mercado, trazendo
prestígio e possibilidades de ascensão na
carreira. Contudo, existe algo que se chama deficiência
informacional de mercado, que significa que você pode
ser bom, mas se o mercado não sabe que você
existe, suas chances de sucesso são pequenas. Vale
lembrar que ascensões não estão diretamente
ligadas a mudanças de cargo, pois a flexibilidade
funcional atual faz com que funcionários permaneçam
maiores períodos com o mesmo cargo, porém
com aumento de suas responsabilidades (de acordo com sua
capacidade) e, conseqüentemente, melhores remunerações
e premiações. Isso se deve ao fato de que
no passado e ainda atualmente, em indústrias que
fabricam produtos em grande quantidade, em linhas de produção,
a estrutura hierárquica era mecanicista, ou seja,
o gerente possui muito poder e os operários apenas
seguem ordens e as condutas pré-estabelecidas, sem
espaço para autonomia. Contudo, hoje em dia, as empresas
vêm se tornando mais orgânicas, com estrutura
hierárquica mais achatada, dando maior poder e autonomia
a seus funcionários, que passam a participar de certas
decisões da empresa.
Portanto, a era da tecnologia é
um "caminho sem volta": a concorrência aumenta
a cada dia e não admitem mais funções
e empregos estagnados, ou então a substituição
de pessoal será inevitável. Uma saída
para isso é o constante aperfeiçoamento, não
somente profissional, mas também de habilidades de
relacionamento, pois devemos lembrar que temos dois tipos
de clientes: o cliente externo, que bate à nossa
porta para comprar nossos produtos ou serviços, e
o cliente interno, que pode ser nosso chefe, nosso funcionário,
que também deve ser satisfeito. A incerteza do mercado
é, portanto, mais um motivo para nos motivarmos a
superar nossa limitações e vencer.
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