Hoje em dia não se vive mais sem
Internet. Pessoas compram carros, presentes, eletrodomésticos,
tudo pela Internet. Conheço clínicas onde
se vendem tratamentos de até 80 mil reais onde mais
de um terço dos clientes vem de Internet. As barreiras
sociais foram transpostas e hoje, com a inclusão
digital, não é somente as classes A e B que
usam a rede.
Outro dia, um paciente meu da classe C
estava comentando que fazia downloads de músicas
pelo Limewire, transferia para seu pendrive e "espetava"
no rádio de seu carro com o USB. Me surpreendi, pois
até pouco tempo muito poucas pessoas sabiam o que
era o Limewire. Assim como até 3 anos atrás,
muito poucas pessoas sabiam o que é overdenture e
hoje em dia, os pacientes já chegam falando "Doutor,
preciso fazer 2-3 implantes e uma overdenture".
Sim, os tempos mudaram, e muito. A nova
geração está completamente conectada
por SMS, Facebook (classes A e B), Orkut (classes C e D
majoritariamente), Twitter, blogs, LinkedIn, MySpace, Messenger,
e outros. As relações sociais superaram a
barreira física e se estendem nas redes sociais.
Esse é um ponto.

Outro ponto é o famoso Google. Em
meu consultório, em 1998, eu consegui 11 pacientes
no ano que vieram da Internet, e olha que não existiam
mecanismos de busca, não existia Google, não
existia Yahoo, os perfis na Internet nem sequer tinham foto
e a banda era discada, com 28 kbytes por segundo. A banda
larga apareceu na feira UD, muitos anos depois. Mas e o
Google? O Google, todos sabemos, é o maior mecanismo
de busca em Internet da Terra, com bilhões de páginas
indexadas. Se você tem um site, tenha certeza que
de vez em quando o robozinho do Google passa por ela e a
posiciona nos resultados da busca não paga. Essa
é uma das utilidades do Google, auxiliar de graça
na busca. Mas no que o robô do Google se baseia para
classificar sua página nos resultados da busca? Em
49 itens, que vão desde a atualização
do conteúdo de sua página até quantos
anos seu site consta nos registros do Google. Por esse motivos
blogs aparecem na frente nas buscas.
O que tenho visto é que a maioria
dos sites de Odontologia, feitos sem o devido cuidado, é
uma classificação de mais ou menos 20, numa
escala de 0 a 100. Clínicas que investem na propaganda
on-line do Google AdWords apresentam uma classificação
de 31, até 39 na busca, o que faz com que elas apareçam
na primeira página de resultados do Google, em terceiro,
quinto lugar. Contudo, muito poucas pessoas sabem que é
possível configurar o site de maneira a melhorar
a maioria desses 49 itens, melhorando a posição
do site nos resultados do Google, sem ter que pagar por
publicidade on-line. Foi isso que fizemos com o site da
DR3, atingindo um nível de 52.5 (observe que a maior
taxa não passa dos 60, para sites brasileiros). Com
isso, dois de nossos clientes já aparecem em primeiro
lugar nas buscas do Google, um nos links pagos (acima) e
outro na busca grátis.
Contudo, os resultados da otimização
do site na busca grátis (SEO ou Search Engine Optimization)
não são imediatos, pois o robozinho do Google
faz uma visita a cada 30 dias, mais ou menos.
Essa semana trabalhamos em um de nossos
clientes, cuja classificação era de 20 em
100, e a mesma foi para 40, o que fez com que ele passasse
ao primeiro lugar dos resultados do Google. Além
disso, há a possibilidade de propaganda on-line,
pelo Google AdWords, que funciona por sistema pré-pago
e de lances, ou seja, você coloca a partir de 40 reais
mensais, estipula o lance para cada palavra-chave, configura
seus anúncios, o local, o público-alvo, etc
e seus anúncios passam a ser veiculados na página
de resultados do Google, mas de maneira paga. É uma
ótima opção para quem mora em grandes
centros urbanos, principalmente se sua clínica está
perto de meios de locomoção públicos.
A efetividade em cidades do interior do Brasil ainda não
está comprovada, mas se for realmente comprovada,
deverá ser acompanhada de estratégias de parcerias.
Mas isso é um outro assunto.

O fato é que a Internet é
um mecanismo poderosíssimo de marketing para você
e sua clínica, que não deve ser ignorado.
Aliás, para se ter sucesso na Internet existem alguns
fatos interessantes, que aprendi nesses 9 anos de consultoria.
Veja:
1) Sites extremamente bem feitos não
são bem sucedidos, pois só atingem a classe
A, afugentam as classes B, C e D, e normalmente a classe
A não escolhe seu dentista por Internet. Os únicos
da classe A que escolhem dentista pela Internet não
são os ricos e milionários, mas sim os emergentes,
novos ricos, que são os que gastam 80 mil reais por
tratamento. Mas um site extremamente bem feito dá
impressão de coisa cara e até mesmo para os
novos ricos isso não funciona. O que vale são
as fotos de instalações, equipe, localização.
2) Mais de 70% dos visitantes não
passam da primeira página. Assim, se sua primeira
página não estiver perfeita, você não
terá retorno com sua estratégia de propaganda
on-line. Com o Google Analytics é possível
ver quais caminhos os visitantes de seu site fazem, e assim
você pode personalizar melhor suas páginas.
3) Evite a linguagem Flash, prefira HTML,
é mais fácil de atualizar e muitas vezes você
mesmo(a) pode fazê-lo, é como mexer no Word.
Eu sou dentista e eu mesmo atualizo meu site, é fácil.
Esse e-mail foi escrito em código HTML, é
quase idêntico ao Word. Sabendo um pouco disso, você
poderá enviar e-mails personalizados a seus pacientes,
de Natal, aniversário, com imagens, fotos, vídeos,
animações, o que você quiser, além
de não gastar nada com isso. Além disso, existem
botões de compra on-line, você pode colocar
em seu site e seus pacientes podem presentear amigos com
clareamentos, tudo on-line, em sua promoção
de férias de janeiro.
4) Escolha imagens adequadas ao seu público-alvo:
se você faz implantes, não colocará
uma adulta jovem bonita como foto, mas sim uma pessoa de
meia idade ou até mesmo grisalha. Se você atende
classe C, não vai colocar uma loira de olhos azuis
pois seus clientes não se identificarão em
nada com ela.
Ah, e as redes sociais? As redes sociais
são meios de divulgar e fortalecer sua marca on-line,
meios de você informar às pessoas seus avanços
profissionais, cursos, atualizações, imagens
de casos (Picasa), vídeos (como no YouTube), ou seja,
a diversidade é enorme, assim como o tempo necessário
para dar conta de todas as redes sociais on-line, postar
no Twitter, essas coisas. Invista na estratégia on-line,
gerencie seu tempo e conquiste mais pacientes, é
mais fácil do que você pensa.
Sucesso a todos!
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