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DEPOIMENTOS

"Depois que implantamos o sistema de remuneração variável proposto pela DR3, a lucratividade da nossa clínica aumentou 70% em poucos meses. Foi um trabalho super completo, bem diferente do que tinha visto por aí."

Dra. S. Vieira, Ortodontista

"Conseguimos diminuir o número de consultas desmarcadas e faltas. Nossa aprovação de avaliações subiu para 85% após o curso de vendas."

Dr. M. Abrão, Veterinário



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.'. DR3 Consultoria .'. em Administração e Marketing na Odontologia e Saúde. Artigos, cursos, pesquisa de mercado para Medicina, Estética, Veterinária, Pet shop, profissionais liberais, clínicas - Dr Rubens Zimbres
Artigos - Noções básicas de análise financeira

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CUSTOS E RECEITA

Neste artigo apresentarei noções básicas de finanças para o consultório. Inicialmente, vamos tratar dos custos. Os custos podem ser divididos em fixos e variáveis. Custos fixos são aqueles que são constantes todo mês, como aluguel, água, luz, salários (inclusive o seu), telefone, condomínio, etc. Custos variáveis são aqueles que mudam de mês para mês, como contas de laboratório de prótese, gastos com materiais dentais, anúncios, parcelas variáveis de salários de funcionários, como bonificações, participações nos lucros, etc. O custo variável deve ser em torno de 15% dos custos totais, se ele estiver acima de 20%, deve ser reduzido. E o pró-labore deve ser em torno de 60% dos custos fixos.

Muitos colegas não têm idéia de seus custos, mas esse dado é de vital importância para o sucesso e saúde do negócio. Se queremos dobrar nossos ganhos devemos saber quanto ganhamos. Não se pode ter o dobro de um valor não definido. A receita é todo dinheiro que entra no negócio, como pagamentos de tratamentos, cheques pré-datados, pagamentos com cartão, boletos, dinheiro, repasse de convênios, etc.

Mas por que saber nossos custos? Bem, assuma que você atenda de segunda a sexta 8 horas por dia. Isso, por mês, dá 176 horas de atendimento. Supondo-se que seus custos totais sejam de R$ 2500 por mês, sua hora clínica custa 14,20 reais (2500 dividido por 176). Logo, se você vai fazer um procedimento cujo preço seja de 30 reais, estará ganhando R$ 16,80 naquela hora. Isso tudo supondo-se que você tem a agenda cheia. Se por exemplo você trabalha com 50% de sua capacidade, você terá o mesmo custo para ser dividido em metade do tempo, ou seja, ele será o dobro. Logo, para o procedimento que é cobrado 30 reais, seu custo passará a ser de R$ 28,40 (14,20 x 2), ou seja, seu lucro será de R$ 1,60. Logo, a solução não é simplesmente encher a agenda, mas ocupar a agenda com procedimentos de boa lucratividade.

Isso me leva a outra conta. Supondo-se que você tenha 10 faltas por mês, em um ano terá 120 faltas. A uma hora clínica de 14,20, vezes 120 faltas no ano, você desembolsa R$ 1704, de custos de ociosidade. Deve-se, então, pensar em cobrar as faltas ou por em prática mecanismos de diminuição das mesmas.

Agora, como manipular os custos, receita, movimento e ociosidade para aumentar a lucratividade? O correto seria diminuir os custos, fazendo cotações em diferentes dentais, diminuindo o tempo de atendimento, fazendo mais procedimentos por hora clínica, incorporando uma parcela variável aos salários dos funcionários, aumentando ligeiramente os preços, orientando os pacientes quanto à importância de comparecer à consulta e investindo em estratégias de Marketing para diminuir a ociosidade. Esse é o mix ideal.

Ainda, nem todos procedimentos oferecem a mesma lucratividade. Por exemplo, uma coroa metalocerâmica que se cobre 700 reais e demore 5 consultas de uma hora para ser feita, com um custo de laboratório de 150 reais, oferece um custo de R$ 150 (laboratório) + R$ 71 (14,20 custo da hora x 5), ou seja, R$ 221. Ou seja, o lucro é de R$ 479 (700 – 221) em 5 horas, ou seja, R$ 95 por hora de trabalho. A coroa é, por exemplo, menos rentável do que uma restauração pela qual se cobre R$ 120 e que seja feita em uma hora, pois o custo será de R$ 14,20 e o lucro da restauração, R$ 105,80. Sendo assim, existe a possibilidade de focarmos nossos esforços de Marketing em procedimentos mais rentáveis.

PAYBACK

Além dos custos e receita, temos também o payback ou seja, o retorno do dinheiro investido em sua formação e na montagem do consultório. Vamos supor que se gaste 120 mil para se formar e montar um consultório. Se você planeja receber esse dinheiro de volta em 20 anos, numa conta básica alocará 6 mil por ano para o payback, o que representa 500 reais por mês para o retorno do investimento. Esse investimento fizemos sem pensar no retorno.

Contudo, outra importante aplicação do payback é saber se um investimento qualquer vale a pena. Vamos supor que você decida ampliar suas instalações e gaste, por exemplo, 40 mil reais. Vamos agora supor que sua nova sala no consultório gere uma receita anual de 20 mil reais, sendo que os equipamentos têm uma vida útil de 10 anos. E que para montar essa nova sala você precise fazer um empréstimo no Banco do Brasil pelo PROGER.

Comecemos pelo empréstimo. Serão 36 parcelas de mais ou menos R$ 1300,00, perfazendo um total de R$ 47599,00. Sendo o custo de aquisição 47 mil reais, a receita anual de 20 mil reais e o custo do empréstimo dos 3 primeiros anos, temos que:


1ºano:
Receita de R$ 20 mil– Custo do empréstimo R$ 15600 (1300 x 12) = Lucro de R$ 4400

2º ano:
Receita de R$ 20 mil – Custo do empréstimo R$ 15600 (1300 x 12) = Lucro de R$ 4400, acumulado de R$ 8800 (4400 do 1ºano + 4400 do 2ºano)

3º ano:
Receita de R$ 20 mil – Custo do empréstimo R$ 15600 (1300 x 12) = Lucro de R$ 4400

4ºano em diante
Receita de R$ 20 mil

Logo, o investimento terá seu retorno no meio do 5ºano. E como o equipamento dura 10 anos, os outros 5 anos serão de lucro total de R$ 20 mil, ou seja, investimento de R$ 47599 trará um retorno em torno de 153 mil reais (4400 nos três primeiros anos + 20 mil nos outros 7 anos).

Agora, o que é melhor, investir na nova sala ou aplicar o dinheiro no banco e deixá-lo render ? Bem, isso exige uma conta mais complexa, pois temos que considerar o rendimento anual do investimento. Vamos supor que se aplique em renda fixa, a um rendimento mensal de 1,2%. Com os 47 mil reais, supondo-se que você o tenha em dinheiro no banco, ao final de 10 anos, com juros compostos, i.e., juros sobre juros, seu dinheiro total será de R$ 196 mil. Ou seja, o rendimento anual de 20 mil reais provido pelo novo negócio não vale a pena. Logo, o negócio deveria fornecer de receita 30 % a mais. Isso porque os R$ 153 mil deveriam receber mais 50 mil (30%) para superar o valor obtido com a renda fixa (R$ 196 mil). Logo, simplificando, o negócio deveria fornecer uma receita de 30% a mais dos que os 20 mil anuais, ou seja, em torno de R$ 26 mil, para ser viável.

 

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